quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Consciência e Mediunidade



Intercambio com Espíritos
livres das amarras físicas
Fase Crística
êxtase
Consciência
cósmica
Exercício mediúnico saudável
identificação dos Espíritos
mediunato
Fase lúcida

Superconsciente
Transcendência do

eu
Médiuns em prova
libertando-se da obsessão
Fase ostensiva
facultativa
Sono
desperto
Inspiração positiva
X
Obsessão

Fase rudimentar
involuntária / ignorada
Fase embrionária
Sono com sonhos

Sono sem sonhos

  • Na consciência de sono – com ou sem sonhos – A mediunidade , aparece assinalada pela obsessão , muito embora contrabalançada pela inspiração do Anjo guardião e Espíritos amigos . E ignorada pelo seu portador e caracteriza-se pela involuntariedade.
  • Na consciência desperta – sono desperto – a mediunidade e preponderantemente de provas , libertando-se da obsessão , passa a ser facultativa.
  • Na consciência de Si ou transcendência do ego , a mediunidade é lúcida , saudável , o seu detentor direciona-a sob a dócil condução dos Benfeitores espirituais , para objetivos relevantes .
  • Na consciência objetiva ou cósmica , a mediunidade se expressa livremente , sem amarras corporais , em êxtase possui características Crísticas , define-a a bela frase de Paulo : “ Já não sou eu quem vivi , é o Cristo que vive em mim .”
    Projeto Manoel Philomeno de Miranda
consciência e Mediunidade. Consciência Mediúnica

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012


A ti vieram
Pessoas, que pela perda de um ente querido com o coração dilacerado pela dor da incompreensão.
Encontraram o consolo na esperança de que a morte não é o fim, e que o espirito é imortal.

A Ti Vieram
Pessoas que acreditavam ter seu corpo tomado por enfermidade, e descobriram que o espirito estava doente.

A Ti Vieram
Pessoas com problemas de saúde, sem esperanças e encontraram coragem e fé.

A Ti Vieram
Pessoas com problemas de relacionamento familiares e entenderam o valor do perdão.

A Ti Vieram
Pessoas que se sentiam incompreendidas e compreenderam que antes de ser compreendidas temos que compreender.

A Ti Vieram
Pessoas que passaram por desilusões amorosas, separação e entenderam que nada esta fora do lugar.

A Ti Vieram
Pessoas que se sentiam incapazes; sem amor próprio, sem amor a vida e descobriram que são capazes de auxiliar, serem uteis e que a vida é maravilhosa.

A Ti Vieram
Pessoas querendo entender o que não entendiam compreender o que não compreendiam e obtiveram as respostas

Em fim á ti vieram muitas pessoas, e muitos foram os motivos algumas podem até não terem obtido o que desejavam, mas com certeza encontraram apoio e carinho que só se encontra onde existe uma família, é com muita alegria que fazemos parte desta família.
Por tudo isso e muito mais        
Devemos a Ti União
A  nossa eterna gratidão.


                        Alice

Os Embriões Congelados


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A RECEPÇÃO NA CASA ESPÍRITA.


A recepção é tarefa de grande importância, pois, a permanência  dos que buscam a Casa Espírita, vai depender da habilidade dos trabalhadores em transmitir afeto, segurança, consolo e esperança  aos que chegam.

São muitas as causas que levam as pessoas ao Centro Espírita.

Como estamos vivendo momentos de transição, com a passagem do nosso planeta Terra para o estágio de mundo de regeneração, deixando para trás o período de provas e expiações, encontramos um grande número de irmãos que, vivenciando situações difíceis, buscam a religião como último recurso.

É cada vez maior o número de pessoas que chegam aos Centros Espíritas e que precisam ser bem recebidos, exigindo de nós, trabalhadores espíritas, atenção especial na recepção e acolhimento desses irmãos, e para a qual torna-se imprescindível  que o recepcionista seja atencioso e sensível para encontrar a  melhor maneira de atender as necessidades e expectativas de quem chega, apresentando os ensinamentos do Cristo à luz da Doutrina Espírita, bem como a estrutura e as atividades disponíveis no Centro Espírita.

Destacamos, de maneira geral, alguns perfis de quem busca o Centro Espírita.

Os que são atraídos pela curiosidade ou pela fenomenologia espírita. Procuram explicações científicas, percebendo ou não as conseqüências morais advindas do fenômeno;

Os enfermos que buscam o auxílio para a cura do corpo e da alma;

Os que procuram respostas às questões existenciais, sem tê-las encontrado em outros segmentos religiões;

Os que se encontram em dificuldades materiais e, por conseguinte, estão sofrendo;

Aqueles que buscam conscientemente o Espiritismo como roteiro de progresso e felicidade;

Os que vivenciam as atribulações familiares e buscam auxílio para si e para os seus;

Os que se encontram com a mediunidade em desequilíbrio;

Os que estão deprimidos, desesperançados e sem ânimo para a vida;

Os que buscam aproximar-se do Espiritismo para atacá-lo;

Os que, conscientes da  necessidade de  evoluir, buscam a seara de esclarecimento e de trabalho com Jesus. É certo, que todos os que adentram o centro espírita encontram-se em busca do atendimento de suas necessidades materiais e espirituais e sob a inspiração de amigos espirituais percorreram um longo trajeto até  chegarem à casa espírita e, em muitos casos,  a permanência desses irmãos limita-se ao período de sua recuperação. Embora as necessidades de cada Espírito encarnado sejam diferenciadas, todos nós necessitamos de desenvolver a intelectualidade e a moralidade, sendo que este desenvolvimento é inerente a cada criatura, que direciona  a sua caminhada de acordo com o seu livre arbítrio. Por esta razão, a recepção através da acolhida fraterna, afigura-se decisiva, pois se, conseguirmos  atender e acolher fraternalmente os que chegam, estaremos proporcionando aos nossos irmãos a oportunidade de reencontrar Jesus através das atividades desenvolvidas no Centro Espírita. Portanto, a recepção deve estar impregnada de amor, tornando necessário que o atendente fraterno desenvolva habilidades para o desenvolvimento da tarefa escolhida. O recepcionista precisará aprimorar seus conhecimentos através do estudo da Doutrina Espírita; buscar o auxílio dos espíritos que coordenam e orientam a tarefa e desenvolver atitudes que possam auxiliar a tarefa de receber os que chegam ao Centro Espírita, tais como:

PACIÊNCIA – há  pessoas que têm  dificuldades para assimilar novos conhecimentos, apresentam  curiosidade excessiva, ou se comportam de maneira  descortês. Fazem muitas perguntas, e  mostram-se insatisfeitas com as orientações recebidas. È preciso  permanecer cordial e paciente. Se tivermos dificuldade em  encontrar paciência em nós mesmos e estivermos próximos da irritação ou da indiferença, lembremo-nos do quanto o Mestre nos aguardou ao longo dos tempos até que nos decidíssemos a segui-lo. Ele é sempre o exemplo.

“A VERDADEIRA PACIÊNCIA É SEMPRE UMA EXTERIORIZAÇÃO DA ALMA QUE REALIZOU MUITO AMOR EM SI MESMA, PARA DÁ-LO A OUTREM , NA EXEMPLIFICAÇÃO.” XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel.

GENTILEZA – é preciso ser atencioso, falar  e agir de forma afável, ouvir atentamente, ser  educado, deixar claro que  nos importamos com quem chega, lembrando sempre que estamos lidando com o sofrimento o que torna as pessoas frágeis e atitudes que sugerem  indiferença, pressa ou a rudeza podem gerar tristes conseqüências. A acolhida gentil  inicia o processo de valorização, possibilitando sentimentos de segurança, confiança, esperança, lembrando que o sorriso sincero e o olhar fraternal podem dizer muito mais do que as palavras, e que mantendo nossos pensamentos harmoniosos, estaremos envolvendo em ondas mentais positivas os que chegam, propiciando, desde a recepção, a ação dos amigos espirituais.

“ O PRIMEIRO DEGRAU DA PARAÍSO CHAMA-SE GENTILEZA” XAVIER, Francisco Cândido. Pai Nosso. Texto do Espírito Meimei.

HUMILDADE – a  humildade  gera simpatia e evita que o trabalhador apresente -se  arrogante ou vaidoso, o que poderia causar sentimentos de repulsa e atitudes violentas  por parte do recepcionado.
Lembremos que o recepcionista é responsável pela  primeira impressão que se terá de todo o centro espírita, e os poucos instantes em que o novo freqüentador permanecer na recepção poderá garantir o seu retorno ou o abandono da casa.

“A HUMILDADE, - A DOÇURA QUE TEM POR COMPANHEIRAS A AFABILIDADE E A BENEVOLÊNCIA.” SAYÃO, Antônio Luiz. Elucidações Evangélicas.

RESPEITO – compreender a dor alheia, é imprescindível na atividade da recepção fraterna tendo sempre em mente as diferenças pessoais da capacidade de cada um em superar suas dificuldades.

“ RECORDE QUE O RESPEITO AO SEMELHANTE É O ALICERCE DA PAZ.” XAVIER, Francisco Cândido, VIEIRA, Waldo.

O Espírito de Verdade: estudos e dissertações em torno de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec. Por vários Espíritos.

ALTRUÍSMO – o recepcionista está ali para servir, não para servir-se. O foco é o atendido, o que exige abnegação, zelo, carinho, compreensão e presteza. Se a tarefa espírita convida a pequenas e grandes renúncias em prol da afetividade e da caridade verdadeira, faz-se também fonte de verdadeiras alegrias.

“SERVIR É CRIAR SIMPATIA, FRATERNIDADE E LUZ.” XAVIER, Francisco Cândido. Dicionário da Alma. Autores Diversos.

DISPOSIÇÃO A PRÁTICA DA CARIDADE – vontade firme do recepcionista em atender as necessidades alheias através do auxílio eficaz e do encaminhamento seguro e da forma  mais fraterna forma possível, sem esperar retribuição pela  ação praticada.

“A CARIDADE É LUZ DA VIDA SUPERIOR, CUJOS RAIOS RECONSTITUEM A SAÚDE E A ALEGRIA DA ALMA, NA CONDIÇÃO DE TERAPIA DIVINA.” XAVIER, Francisco Cândido. Encontro Marcado. Pelo Espírito Emmanuel.

COMPREENSÃO – sublimar qualquer indelicadeza ou hostilidade demonstrada pelo atendido, lembrando que o sofrimento gera, em algumas pessoas, desequilíbrio, impaciência e que nós, os atendentes, talvez nos comportássemos  da mesma forma, ou pior do que o atendido em situação semelhante. É de grande importância que evitemos comentários pouco construtivos ou especulativos sobre os que chegam  à casa, gerando  um ambiente prejudicial e desprovido se fraternidade.

“COMPREENDER, NO BOM SENTIDO, É VER PARA ABENÇOAR, ALIVIAR, AMPARAR, CONSTRUIR OU RECONSTRUIR. XAVIER, Francisco Cândido. Rumo Certo. Pelo Espírito Emmanuel.


O compromisso que assumimos  com Deus, com o Cristo, conosco e com o próximo, fomentará os sentimentos e ações amorosas do recepcionista, bem como o cuidado, a prudência e a dedicação à tarefa que lhe foi conferida e que ele escolheu executar. O trabalhador espírita precisa ser fiel às suas escolhas.

Enfim, todos estes apontamentos servem para demonstrar que a acolhida fraterna tem, toda ela, sua referência na mensagem e no exemplo de Jesus, razão por que devemos buscar, Nele, o amparo, as elucidações e o estímulo ante as dificuldades surgidas no cumprimento da tarefa de recepção.

A acolhida fraterna realizada com sentimento sincero de servir, auxiliar, acalmar e orientar os que chegam ao Centro Espírita é proporcionar a esses irmãos o reencontro  com Jesus, que está de braços abertos a dizer-lhes: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei comigo, que sou brando e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” Mateus em 11, 28 a 30.

Bibliografia:
MIRANDA, Manoel Philomeno. Atendimento Fraterno.
Revista “ A Reencarnação” – Federação Espírita do Rio Grande do Sul, n° 438 – ano LXXIV – 2°semestre de 2009
Orientação ao Centro Espírita – FEB.
LIDERANÇA ESPÍRITA E REFORMA ÍNTIMA
 Cícero Pereira*

 O texto seguinte foi extraído do livro Reforma íntima sem martírio, de Ermance Dufaux, psicografado por Wanderley S. de Oliveira. Reproduz palestra do prof. Cícero Pereira em conclave realizado no plano invisível na última semana do segundo milênio, no Hospital Esperança, para líderes espíritas e formadores de opinião no movimento espírita, encarnados. O prof. Cícero Pereira, quando encarnado, era professor, colaborava na imprensa espírita, fundou vários centros espíritas e foi presidente da União Espírita Mineira, no período 1937/1940, além de outras intensas atividades na seara bendita. O conclave de líderes aconteceu sob a direção de Bezerra de Menezes e Eurípedes Barsanulfo e com a participação de Dona Modesta (Maria Modesto Cravo). Constatamos um ascendente número de adeptos que tem desistido dos ideais de melhoria, em razão do ônus voluntário que carreiam para si mesmos ao conceberem reforma íntima como um compromisso de angelitude imediata. O momento exige autocrítica e vigilância. Além do ônus do martírio a que se impõem, ilusões lamentáveis têm povoado a mente de muitos espíritas sobre o porvir que os espera para além dos muros da morte, em razão dessa “angelitude de adorno”. Aqui mesmo nesse nosocômio enfrentamos situações severas da parte de homens e mulheres, os quais foram agraciados com o conhecimento e o trabalho nos campos educativos da seara espírita e que, a despeito de suas honrosas fichas de prestação de serviços, encontram-se envergonhados uns e atormentados outros, porque descuidaram do erguimento dos valores eternos na sua intimidade. Muitos deles, aliás, não esqueceram a reforma íntima, mas não souberam edificá-la. Os espíritas que desencarnam em melhores condições trazem em comum a persistência que nutriram no idealismo superior até o último dia em seus corpos físicos. Essa, porém, não tem sido a “marca moral” da maioria que, variadas vezes, tem se equivocado com estereótipos de conduta espírita consagrada nos círculos da doutrina entre os homens. Tais equívocos existem porque os modelos erigidos como referências ou padrões, quase sempre, conduzem o discípulo à acomodação e ao desculpismo que produzem o desleixo na avaliação íntima das causas de suas imperfeições. Nessa passarela de perfis de comportamento socialmente aceitos dentro da Seara, a criatura sente-se excluída e falida quando não consegue transpor os umbrais de seus impulsos, nem sempre conhecidos de si mesma, para atender aos quesitos que a inserem na condição de “verdadeiros espíritas”, conforme os critérios espontaneamente aceitos pela coletividade dos profitentes. A partir de então, se não conta com a fraternidade e a compreensão alheia, arrefece nos seus ideais ante os assédios da dor psicológica decorrente da autocobrança. Somente sentido-se aceita como é nos grupos de sua participação é que a criatura encontra motivação para burilar-se nos campos do espírito. Essa não tem sido a realidade de muitos grupamentos que, lamentavelmente, em muitas ocasiões, ao invés de cumprir o desiderato de serem Casas de Consolo e Verdade encarceram-se nos desfiladeiros de templos de hipocrisia e intransigência. A reforma íntima não pode mais se circunscrever a mero “artigo de discurso” para que haja um sentido evangélico nas idéias espirituais, que construímos na tarefa da comunicação de nossos princípios. Carecemos dissecá-la com mais clareza para que a imaginação humana, limitada por ilusões, não a converta em “fórmula salvacionista”, mensurando-se através desses estereótipos de pouco ou nenhum valor moral. Tivemos três fases bem marcantes e entrelaçadas no movimento humano em torno das ideais espíritas: o fenômeno, a caridade seguida da difusão e agora, mais que nunca, a interiorização. Entramos no período da maioridade, preparando-nos para a aquisição de valores incorruptíveis. Nossa meta é o Espiritismo por dentro, o intercâmbio de vivências morais à luz das bases que consolidam a lógica do pensamento espírita. Na etapa da caridade em que predominou a ocupação com o próximo, muitos corações inspiraram nos conceitos doutrinários para transferir a outras existências a continuidade de seu progresso nos dias hodiernos. Por outro lado, uma nova postura extremista desponta-se com vigor: a santidade instantânea. Se ontem havia um descuido em razão de fugas, hoje temos uma nova invigilância por causa da ilusão em “saltos evolutivos”. Inspirados em padrões de comportamentos rígidos da religião organizada, muitos discípulos da “boa nova espírita” asseveram seguir os exemplos de Jesus e Kardec guardando cenho carregado e distância das atitudes espontâneas de alegria e afeto, alegando seguir as orientações doutrinárias como se houvesse um estilo exterior e predefinido de reconhecimentos dos espíritas. A grandes malefícios tem levado essa cultura de “santificação de adorno” por impedir as criaturas a uma incurso nas profundezas de si mesmo, objetivando identificar as necessidades individuais de aprimoramento. Cada Espírito tem imperfeições próprias, únicas, e, também, qualidades em diversificada intensidade e característica, não sendo útil e nem sensato a adoção de um elenco de convenções religiosas de fora para dentro serem seguidas. Espiritismo é a mensagem da Boa Nova para os tempos atuais. Boa Nova quer dizer boa notícia, boa novidade, e o principal sentimento de quem comunica uma boa notícia é a alegria. Por mais avançadas sejam as conquistas humanas, o Evangelho continua sendo a Grande Novidade desprezada pelos homens para que reine a paz e a equidade social, o caminho esquecido e protelado por se tratar da “porta estreita” que exige conduta austera e vigilância permanente. Boa conduta e vigilância, no entanto, não significam que se deva cobrir de tristeza e carranca a pretexto de ser responsável e íntegro. Trabalhamos para que o movimento espírita se alinhe com os demais movimentos humanos que colaboram para o apressamento da regeneração. A despeito de suas valorosas conquistas, não poderá triunfar ante os desafios sociais da atualidade sem assumir o compromisso de projetos orientados para o crescimento pessoal. A tangibilidade da moral que sustenta os fundamentos do corpo doutrinário espírita constituirá o grande diferencial entre todos os métodos até hoje utilizados pela religião para conscientizar o homem. Fechar os olhos para essa necessidade poderá prolongar e fortalecer as primeiras sequelas palpáveis do processo de institucionalização, o qual tem inspirado nocivos episódios de estagnação e dogmatismo nas concepções e nas atitudes no seio desse movimento. Motivemos os núcleos espiritistas a uma campanha de esforços pela implantação da noção de “escola do espírito”, erguendo trincheiras seguras e generosas para o entendimento mais consistente do ato de educar a si mesmo. Mais do que “Espiritismo curricular”, nobre em seus fundamentos universais, necessitamos de esperança e consolo na alma para estabelecermos um clima de otimismo e entendimento, na superação dos percalços do caminho de transformações íntimas a que fomos todos convocados, integrando nossa ação, definitivamente, como todos os paradigmas descerrados pela proposta cósmica da Doutrina Espírita. Nessa “escola da alma” pensemos os valores humanos como metas possíveis e não como virtudes angelicais, das quais permanecemos muito distantes da possibilidade de experimentá-las. Encetemos claramente uma cultura de auto-estima e fé nas nossas potencialidades, sem receio dos tenebrosos assaltos da vaidade e do orgulho. A mensagem da Boa Nova é para todos os que desejem adotá-la como roteiro de vida. Conceber as propostas Sábias de Jesus como um convite para um futuro longínquo é agasalhar desânimo e desvalor para com nossas habilidades latentes. O Mestre não nos traria um convite que não tivéssemos condições de responder. Mesmo passados tantos séculos depois de Seu exuberante Ministério de Amor, Ele nos aguarda confiantes na decisão de segui-Lo. A ausência de horizontes novos sobre velhas lutas, enfrentadas pelos discípulos no campo íntimo, tem lhes desmotivado em relação aos nobres ideais de crescimento. Buscam respostas e caminhos, mas eis que os vigorosos reflexos da esteira evolutiva teimam em se apresentar, provocando desgosto e baixa auto-estima, subtraindo o vigor da sinceridade nos compromissos de melhoria assumidos perante a consciência. Dura realidade precisa ser avaliada em favor de nosso próprio bem: mais do que práticas e instituições é necessário preparar o seguidor da doutrina para aprender a gostar de relacionamentos. Com raríssimas exceções, o espírita, assim como a maioria dos homens reencarnados, não aprendeu a gostar das pessoas com as quais convive, descobrir-lhes as virtudes, encantar-se com suas diferenças, cultivar a empatia. Muitos agem como se pudessem beneficiar-se das práticas que tanto amam sem ter que suportar o “peso” das imperfeições alheias – o que muito lhes agradaria. Ama-se muitas vezes com mais alegria o Centro, suas dependências e tarefas, que aqueles que nele transitam... Há companheiros com mais cuidado com seus livros espíritas que com os amigos de tarefa... No que tange aos núcleos espíritas, especialmente, convenhamos que o excesso normativo tem levado a prejuízos incalculáveis na criação de relações autênticas e educativas. Necessário resgatar o foco central do Espiritismo: o amor entre os homens antes de ritos e práticas, os quais não passam de recursos didáticos de aprendizado e enriquecimento das vivências. A proposta do amor contida no Espiritismo-cristão não deve circunscreve-se a meros discursos estéticos na tribuna, tampouco a ocasionais doações de fins de semana no tempo que sobra junto às tarefas caritativas. O lar e a vizinhança, a rua e a empresa, a escola e as instituições humanas de recreação, os grupos sociais em geral aguardam-nos na condição de sal da terra para operar a inadiável metamorfose espiritual da regeneração. Consolidemos projetos de humanização nas agremiações da Terra em favor de dias melhores e mais proveitosos, como nos convoca o amado Bezerra de Menezes a vigorosa aplicação de um programa de valores humanos nos centros espíritas (Mensagem “Atitude de Amor” na obra mediúnica “Seara Bendita”, diversos espíritos, psicografada pelos médiuns Maria José C. Soares de Oliveira e Wanderley S. de Oliveira). O espírita passou a ser um conhecedor da vida espiritual e suas leis, mas continua ignorante sobre si mesmo, porque adota-se estudos sistematizados de Espiritismo mas permanece um vácuo nos estudos sistematizados sobre si mesmo, o autoconhecimento. Temos aqui mesmo Hospital Esperança muitos devotos que detinham toda a história do Espiritismo na memória, conheciam bem todos os clássicos da Doutrina, contudo, não se esforçavam para estampar um sorriso aos companheiros de grupo. Ninguém em sã consciência poderá negar que velhas fórmulas religiosas foram copiadas para a estrutura de nossa seara, estimulando o retorno de fracassadas vivências da alma no campo do egoísmo. Religião sem religiosidade é uma dicotomia milenar em nossas ações! Temos “projetos sociais religiosos”, entretanto são escassos os nossos “projetos pedagógicos de religiosidade”. A ação social espírita, tão rica de iniciativas, quase sempre tem priorizado o ato de solidariedade distante do seu caráter educativo, esbarrando, vez que outra, nos atóis dos “movimentos religiosos de massa”, encalhando inúmeras vezes a embarcação do raciocínio nos excessos da fé de superfície. Nossas ações sociais estão cada vez mais contaminadas pela “linguagem dos significados”, isto é, pela concepção interpretativa do Espiritismo centrada no “discurso salvacionista”, sustentando posturas de ufanismo ideológico e ausência de diálogo, em oposição aos princípios de fraternidade acolhedora e interatividade pacífica os quais emergem da filosofia espírita e que deveriam florescer em relações de paz e inclusão. Assim expressamos com rigor, para que não estimulem em suas fainas de formação de opinião as expectativas de angelitude após a morte corporal. Por mais nobres sejam as obras que ergamos, por mais devoção a elas ofereçamos, torna-se imperioso o desapego de fantasias de merecimento em torno de supostas honrarias no reino dos espíritos. Adotemos a condição de aprendizes e servos, pelo bem de nossa paz. Nossas atividades, por mais nobres, não passam de frutos da boa-vontade de quem está recomeçando. A visão religiosa com a qual fomos educados fez do erro o pecado e da melhoria da alma uma virtude para almas seletas. Jesus, como modelo e guia, tem sido interpretado como uma meta distante e para poucos, incentivando a mentalidade da estagnação. Ao longo dos milênios de experimentos evolutivos, o homem instintivamente praticou a adoração ao “Ser Supremo” através das mais variadas formas. Desde os horizontes da racionalidade primitiva até os pródromos da religião organizada, foram muitas as conquistas humanas cujo fim foi reverenciar esse “Ser Onipotente” que hoje chamamos de Criador e Pai. Semelhantes vivências arquivadas na alma passaram a constituir o patrimônio mental da religiosidade – impulso humano para buscar o transcendental, o sagrado. E como religiosidade expressa-se de conformidade com as conquistas espirituais e intelectivas, a necessidade psicológica de adoração exterior para tornar mais concreta a relação com Deus fez surgir um enorme contingentes de rituais e cerimônias, castas e convenções que determinaram uma ética própria para quantos se filiassem aos roteiros dessa ou daquela crença. Nasceram então os protótipos de conduta religiosa estabelecida para que o homem se apresente a Deus em condições dignas de “Sua Aprovação”. Secciona-se o profano do sagrado causando uma dicotomia inconciliável entre comportamentos classificados como puros e impuros aos “Olhos do Pai”. O dogma como crença imposta toma feições fortes porque veio a galope no dorso das “ameaças do céu”, nascidas em concílios e tribunais recheados de interesses de facção. Dentre essas sacramentações ideológicas que sulcaram a mente com nocivas noções sobre o que seja a renovação espiritual, vamos encontrar o terrível “vício de santificação”, resultante das idéias de “angelitude instantânea”, conduzindo a criatura para condutas puritanas das quais não faziam parte os seus sentimentos, uma idealização do que seja ser cristão. Associamos assim à tarefa da santificação pessoal nos dias atuais a idéia de uma vida sem infortúnios, como se santificar fosse mais uma fórmula de baixo custo para nos livrar da dor, um modo fácil de alcançar o reino dos céus. Fazemos tudo certinho e Deus nos recompensa com a felicidade... Fazemos negócios com Deus... A negação das necessidades íntimas a título de santificação leva a uma ruptura, nem sempre bem conduzida por parte de quantos anseiam pelos novos ideais de espiritualização. Essa ruptura, no entanto, precisa ser feita passo a passo para não gerar maiores lutas. O nível de exigência excessivo com a melhoria interior pode gerar muitas distonias. Confundimos elevada soma de cobranças com esforço efetivo de transformação. A cobrança gera angústia e somente o esforço sereno leva à libertação. Muitas ilusões e preconceitos cercam o processo da reforma íntima. Alguns deles são: a idéia de saltos evolutivos com mudanças abruptas, a presunção de que somente o Espiritismo pode propiciar a melhoria do homem, a concepção de que estar na tarefa doutrinária seja automaticamente um indício de conquista virtuosa, a falsa concepção de que existem “partes” de nós que não podem ser aproveitadas e precisam ser eliminadas ou substituídas por algo nobre, a prisão a modelos mentais de ação como critério de validação de crescimento espiritual. Poderíamos assinalar que vivemos em maior ou menor influência sob um milenar “arquétipo de santificação”. A própria Lei do Progresso acende a chama do desejo de ser melhor, no entanto, nossos condicionamentos morais assopram vigorosamente sobre o campo do discernimento criando miragens e perturbações sem fim. Nosso apelo a todos que aqui se encontram, perante a toga da responsabilidade de serem influentes líderes da comunidade doutrinária, é a de que debrucem sobre o tema pouco devassado da conquista de si mesmo e nos auxiliem a estender um “programa de moralização dos conceitos espíritas”, promovendo a casa espírita ao ideário de ser uma autêntica “escola do espírito”. A reforma íntima, tão decantada, não tem sido devidamente explicada! Que fique clara nossa intenção. O Espiritismo em si, enquanto teoria, é moralizador. Porém, quantos lhe aderem aos princípios suplicam clareza nos rumos para que edifiquem na intimidade a personalidade nova, já almejada pela maioria dos que se encontram atraídos para as propostas espiritistas. Como mudar? Como fazer? Como ser um Homem de Bem? Eis as nossas questões. Jesus nos ampare nesses tempos novos de renovação e pacificação da humanidade. Lutemos todos com todas as forças para atender ao apelo sábio de Emmanuel, quando diz: Expulsai da Terra o egoísmo para que ela possa subir na escala dos mundos, porquanto já é tempo de a Humanidade envergar sua veste viril, para o que cumpre que primeiramente o expilais dos vossos corações. *(Texto extraído do livro Reforma íntima sem martírio, de Ermance Dufaux, psicografado por Wanderley S. de Oliveira, Editora Dufaux,16ª edição, 2006, da série Harmonia Interior)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

OBSTÁCULOS À MEDIUNIDADE - Manoel Philomeno de Miranda


OBSTÁCULOS À MEDIUNIDADE - Manoel Philomeno de Miranda

Rede Amigo Espírita
 OBSTÁCULOS À MEDIUNIDADE:
A mediunidade tem, como fim providencial, a elevação espiritual da Humanidade e do planeta que habita. Como consequência, faculta o intercâmbio dos desencarnados com os homens, rompendo a cortina que aparentemente os separa, destruindo na base a negação e o cepticismo a que muitos se aferram. Da mesma forma, oferece a correta visão da realidade de ultratumba, ampliando a compreensão em torno do mundo primeiro e causal onde todos se originam e para o qual retornam; dá ensejo ao esforço de promoção cultural e moral, graças ao qual se torna possível a libertação dos vícios e dos atavismos mais primários que lhe predominam em a natureza.

A faculdade mediúnica propicia o esclarecimento dos que se demoram na rebeldia espiritual, num ou noutro lado da vida, auxiliando a terapia das alienações e, sobretudo, da desagregação interior que resulta do desconhecimento das Leis que os Espíritos Superiores explicam e ajudam a ser respeitadas, em face da finalidade que têm de manter a ordem e o equilíbrio, que constituem fundamento primacial no Universo.

Assim, o exercício mediúnico fortalece os laços da fraternidade entre os habitantes das duas esferas de diferentes vibrações, ampliando a área do afeto e eliminando o ódio cáustico que infelicita grande faixa de seres; estimula a humildade, pois que demonstra, diante da grandeza da Vida, a pequenez do homem, não obstante ser o grande investimento do Amor que o promove e eleva através dos milênios, trabalhando pelo seu engrandecimento.

A mediunidade bem exercida leva o trabalhador ao mediumato, que tem, em Jesus, o Modelo, por haver sido, por excelência, o perfeito Médium de Deus, graças à sintonia ideal mantida com o Pai. Apesar de tais objetivos, há escolhos graves que se lhe antepõem, intentando impedir-lhe os logros elevados. O mais cruel são as imperfeições morais do próprio médium, que permitem a interferência dos maus Espíritos como dos frívolos, que com ele se afinam, mantendo identificação de propósitos, naturalmente de natureza inferior. Concomitantemente, esse intercâmbio de características negativas ou vulgares determina o aparecimento das síndromes obsessivas que, não cuidadas em tempo próprio, se transformam em malsinada fascinação e subjugação, com graves riscos, inclusive, de vida para o invigilante.

Essa inferioridade em a natureza moral do médium, quando não encontra conveniente educação e aprimoramento, responde por incontáveis males que não deixam o medianeiro alcançar o elevado mister a que está destinado. Por essas razões, variam os graus de mediunidade, em decorrência dos registros que tipificam as credenciais intelecto-morais de cada um. Da mesma forma, diferem os tipos de mediunidade, e graças à sua larga faixa, a documentação da sobrevivência melhor se afirma, fazendo que se esboroem as hipóteses que se lhe contrapõem com arroubos de negação da sua real procedência.   
O médium deve, como efeito dos perigos a que está exposto, trabalhar pelo aprimoramento íntimo constante, exercendo o seu ministério com abnegação e desinteresse, mediante o que granjeia a simpatia dos Bons Espíritos, que passam a assisti-lo, ao mesmo tempo em que haure recursos fluídicos entre aqueles que lhe recebem os benefícios, adquirindo mais segurança e capacidade de autodoação. Assim se fortalece e sai das frequências mais baixas vivendando, então, os ideais relevantes e altruísticos.

O orgulho e a presunção, a indolência e a irresponsabilidade, tão do agrado das pessoas descuidadas em relação aos compromissos de alto porte, não devem vigernas atitudes de quem abraça a tarefa mediúnica, pois que aquelas qualidades perniciosas do caráter tornam-se-lhe escolhos perigosos. Vemos, no dia-a-dia, esses indivíduos instáveis e incorretos, exercendo a mediunidade com insegurança e descontrole, com altibaixos que bem denotam a sua conduta reprochável e o seu deplorável estado íntimo.

Não é a mediunidade responsável por esses comportamentos ridículos e perigosos, conforme fazem crer alguns médiuns inescrupulosos, mas eles mesmos, por serem de constituição moral frágil e emocionalmente atormentados, tenteando com os episódios obsessivos que terminarão por vitimá-los, mais tarde. Exercem a faculdade mediúnica para autopromoção, sem escrúpulo nem consciência correta dos próprios atos.

Acreditando-se criaturas especiais, permitem-se contínuas leviandades, brincando com as forças da vida, que atiram aos jogos espúrios dos interesses imediatos, descambando para graves situações nas quais se infelicitam e aos demais prejudicam. Ardilosos, mentem, dissimulam, disfarçando esses sentimentos inferiores como sendo influência dos Espíritos maus, o que realmente sucede às vezes, porém pela simples razão de serem eles mesmos os responsáveis pela ocorrência, em face da afinidade recíproca existente, assim se comprazendo em permanecer na postura que fingem deplorar.

Os médiuns seguros, conforme definiu Allan Kardec, ouvem as comunicações de que se fazem intermediários, aplicando-as em favor do próprio progresso, cônscios dos compromissos dignos que assumiram e buscam desincumbir-se com dignidade. São, por isso mesmo, homens honrados, que mais facilmente se engrandecem pelos exemplos de que dão mostras, tornando-se merecedores de ser seguidos pelo bem-estar que exteriorizam, porque o fruem na sua vivência cotidiana.

O diluente eficaz para esses obstáculos da mediunidade é, desse modo, o aprimoramento moral do sensitivo, que encontrará no trabalho da edificação do bem e da caridade, na oração e no estudo edificante, as forças para romper os impedimentos próprios da sua natureza em estágio de progresso, alcançando os patamares da libertação.

do Livro TEMAS DA VIDA E DA MORTE - MANOEL P. DE MIRANDA - PÁG. 125

Anticonceptivos e Planejamento Familiar


Anticonceptivos e Planejamento Familiar

Rede Amigo Espírita
 Anticonceptivos e Planejamento Familiar

Alegações ponderosas que merecem consideração vêm sendo arroladas para justificar-se a planificação familiar através do uso dos anticonceptivos de variados tipos. São argumentos de caráter sociológico, ecológico, econômico, demográfico, considerando-se com maior vigor os fatores decorrentes das Possibilidades de alimentação numa Terra tida como semi-exaurida de recursos para nutrir aqueles que se multiplicam geometricamente com espantosa celeridade...
Entusiastas sugerem processos definitivos de impedi­mento procriativo pela esterilização dos casais com dois filhos, sem maior exame da questão, no futuro, transformando o indivíduo e a sua função genética em simples máquina que somente deve ser acionada para o prazer, nem sempre capaz de propiciar bem-estar e harmonia.
Sem dúvida, estamos diante de um problema de alta magnitude, que deve ser, todavia, estudado à luz do Evangelho e não por meios dos complexos cálculos frios da precipitação materialista.
       O homem pode e deve programar a família que deseja e lhe convém ter: número de filhos, período propício para a maternidade, nunca, porém, se eximirá aos imperiosos resgates a que faz juz, tendo em vista o seu próprio passado.
Melhor usar o anticonceptivo do que abortar...
Os filhos, porém, não são realizações fortuitas, decor­rentes de circunstâncias secundárias, na vida. Procedem de compromissos aceitos antes da reencarnação pelos futuros progenitores, de modo a edificarem a família de que necessitam para a própria evolução. É-lhes lícito adiar a recepção de Espíritos que lhes são vinculados, impossibi­litando mesmo que se reencarnem por seu intermédio.
Irrisão, porém, porqüanto as Soberanas Leis da Vida dispõem de meios para fazer que aqueles rejeitados venham por outros processos à porta dos seus devedores ou credores, em circunstâncias quiçá mui dolorosas, complicadas pela irresponsabilidade desses cônjuges que ajam com leviandade, em flagrante desconsideração aos códigos divinos.
Assevera-se que procriar sem poder educar, ter filhos sem recursos para cuidá-los, aumentando, incessantemente, a população da Terra, representa condená-los à miséria e
a sociedade do futuro a destino inditoso...
Ainda aí o argumento se reveste do sofisma materi­alista, que um dia inspirou Malthus na sua conceituação lamentável e no não menos infeliz néo-malthusianismo que adveio posteriormente...
Ninguém pode formular uma perfeita visão do porvir para a Humanidade, e os futurólogos que aí se encontram têm estado confundidos pelas próprias previsões, nas surpresas decorrentes da sucessão dos acontecimentos ainda nos seus dias...
A cada instante recursos novos e novas soluções são encontrados para os problemas humanos.
Escasso, porém, é o amor nos corações, cuja ausência fomenta a fome de fraternidade, de afeição e de miseri­córdia, responsável pelas misérias que se multiplicam em toda parte.
Não desejamos aqui reportar-nos às guerras de exter­mínio, que o próprio homem tem engendrado e de que se utiliza a divindade para manter o equilíbrio demográfico, nem tão-pouco às calamidades sísmicas que irrompem cada dia Voluptuosas, Convidando a salutares reflexões.
Quando um filho enriquece um lar, traz com ele os valores indispensáveis à própria evolução, Intrínseca e extrinsecamente.
A cautela de que se utilizam alguns pais, aguardando comodidade financeira para pensar na progenitura, nem sempre é válida, graças às próprias vicissitudes que conduzem uns à ruína econômica e outros à abastança por meios imprevisíveis.
A programação da família não pode ser resultado da Opinião genérica dos demógrafos assustados, mas fruto do diálogo franco e ponderado dos próprios cônjuges, que assumem a responsabilidade pelas atitudes de que darão conta.
O uso dos anticonceptivos como a implantação no útero de dispositivos anticoncepcionais, mesmo quando conside­rado legal, higiênico, necessita Possuir caráter moral, a fim de se evitarem danos de variada conseqüência ética.
A chamada necessidade do “amor livre” vem impondo o uso desordenado dos anovulatórios, de certo modo favorecendo a libertinagem humana, a degenerescência dos Costumes, a desorganização moral, e, conseqüentemente, social dos homens, que se tornam vulneráveis à delinqüência, à violência e às múltiplas frustrações que ora infelicitam verdadeiras multidões que transitam inermes e hebetadas, arrojando-se aos abusos alucinógenos à loucura, ao suicídio...
Experiências de laboratório com roedores, aos quais se permitem a procriação incessante, hão demonstrado que a Superpopulação em espaços exíguos os alucina e os incapacita.
Daí defluem, apressados, que o mesmo se vem dando com o homem, para justificarem a falência dos valores éticos, e utilizando-se da observação a fim de fomentarem a necessidade de impedir-se a natalidade espontânea... Em realidade, porém, os fatos demonstram que, com o homem, o fenômeno não é análogo.
Quando os recursos do Evangelho forem realmente utilizados, a pacificação e a concórdia dominarão os corações...*

Antes das deliberações finalistas quanto à utilização deste ou daquele recurso anticonceptivo, no falso pressu­posto de diminuir a densidade de habitantes, no mundo, recorre ao Evangelho, ora e medita.
Deus tudo provê, sem dúvida, utilizando o próprio homem para tais fins.
Em toda parte na Criação vigem as leis do equilíbrio, particularmente do equilíbrio biológico.
Olha em derredor e concordarás.
Os animais multiplicam-se, as espécies surgem ou desaparecem por impositivos evolutivos, naturais.
Muitas espécies ora extintas sofreram a sanha do homem desarvorado. Mas a ordem divina sempre programou com sabedoria a reprodução e o desaparecimento automático.
O fantasma da fome de que se fala, mesmo quando a Terra não possuía super-população, como as pestes e as guerras dizimou no passado cidades, países inteiros.
Conserva os códigos morais insculpidos no espírito e organiza tua família, confiante, entregando-te a Deus e porfiando no Bem, porqüanto em última análise dEle tudo procede como atento Pai de todos nós.

                                                                                              Joanna de Ângelis
S.O.S. FAMÍLIA
DIVALDO PEREIRA FRANCO