sábado, 25 de fevereiro de 2012

O QUE EU FARIA SE EU TIVESSE UM FILHO AUTISTA:
RECOMENDAÇÕES BASEADAS EM 30 ANOS DE EXPERIÊNCIA [ESTUDO] AUTISMO NA VISÃO ESPÍRITA
  
O que eu faria se eu tivesse um filho autista: Recomendações baseadas em 30 anos de experiência de pesquisas.

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urante os últimos 25 anos eu tive prazer de realizar pesquisas em várias áreas de autismo e de colaborar com muitos dos pioneiros e líderes, incluindo especialistas biomédicos (Bernard Rimland), especialistas de comportamento/ educação (Ivar Lovaas) e especialistas da parte sensora (Temple Grandin, Guy Berard, Lorna Jean King, Melvin Kaplan e Helen Irlen). Estas experiências tem me ajudado a ampliar meu entendimento do que pode ser feito para ajudar autistas.

            Uma das situações mais difíceis e estressantes para uma família é quando a família fica sabendo pela primeira vez que a criança tem autismo. Os pais então tem que tomar decisões críticas e que determinam toda a vida da criança: O que eu devo fazer para ajudar meu filho? A decisão sobre quais tratamentos implementar (e não implementar) provavelmente irá determinar o prognóstico da criança. Eu detalhei os passos que eu tomaria se eu fosse um pai de uma criança autista.

PLANO DE AÇÃO:
Em primeiro lugar, eu leria o documento Conselhos para Pais de Crianças Autistas (em inglês, Advice for Parents of Young Autistic Children). Consulte o sitehttp://www.autism.com/autism/first/adviceforparents.htm , escrito pelos Drs. Jim Adams, Bernard Rimland, Temple Grandin e por mim mesmo.

Em segundo lugar, eu escreveria para o Instituto de Pesquisa de Autismo, em inglês, Autism Research Institute, (ARI, 4182 Adams Ave., San Diego, CA 92116; fax: 619-563-6840) e pediria o material de informações gratuitas para os pais. Muitas destas informações estão no website deles: www.Autism.com . Este material contém uma riqueza de informações que descrevem maneiras de entender e tratar muitos problemas associados com autismo. Inclui um exemplar grátis do boletim trimestral do ARI, o Autism Research Review International (ARRI),(http://www.autism.com/ari/newsletter/subscribe.htm .
Fazer uma assinatura ao ARRI é a melhor maneira de se manter informado (USD$18/ano).

            Eu também entraria em contato com um grupo da Sociedade de Autismo da América (em inglês, ASA, Autism Society of America) na minha área. A filial da sociedade de autismo provavelmente terá informações e contatos na comunidade e no estado. Além disso, eu participaria de pelo menos um grupo de apoio a pais para ver o que eles oferecem. A ASA mantém uma lista da maioria dos grupos de associações de autismo no país inteiro (nos EUA, o número gratuito é 1-800-3-AUTISM, ou seja, 1-800-3-288476).

Observação importante: Antes de entrar em contato com o meu provedor de seguro de saúde, eu leria a apólice do seguro. Muitas apólices não cobrem serviços de tratamento para indivíduos autistas. Estas empresas de seguros poderão reembolsar terapias se a terapia não tiver o objetivo específico de tratar o autismo e se a companhia de seguros não souber que a criança tem autismo. Por exemplo, se a criança tem um problema de fala, a companhia de seguros poderá pagar for terapia de fala.

INTERVENÇÃO:
Há duas abordagens que eu tentaria simultaneamente e quanto mais cedo estas intervenções começarem, melhor será o prognóstico da criança. A primeira abordagem envolve determinar se a criança tem problemas de saúde. Estes problemas poderão incluir uma necessidade crítica de vitaminas e minerais essenciais (por exemplo, vitaminas B6 com magnésio, Dimetilglicina, ou DMG e vitaminas A e C), problemas gastrointestinais (por exemplo, intestino permeável, supercrescimento de cândida e infecções virais), altos níveis de metais pesados e outras toxinas (por exemplo, mercúrio e chumbo), sensibilidades ou alergias a certos tipos de comida e outros. A maioria dos indivíduos autistas tem um ou mais destes problemas. A abordagem Derrote o Autismo Agora! (em inglês, Defeat Autism Now!, DAN® discute estas questões biomédicas. O ARI distribui um livreto de diagnóstico e tratamento entitulado. Uma lista de praticantes que entendem e sabem tratar tais condições médicas pode ser obtida do ARI. Dos muitos tratamentos descritos no livro, eu recomendaria dar à criança vitamina B6 com magnésio, em seguida dimetilglicina (DMG), e então, uma dieta sem glúten e sem caseína. Eu também leria o trabalho de 28 páginas do Dr. James Adams, entitulado Resumo de Tratamentos Biomédicos.

Comentários sobre remédios Alguns pediatras prescrevem remédios para crianças autistas mesmo que a Administração Federal de Alimentos e Remédios dos EUA ainda não tenha aprovado medicamentos para o tratamento de autismo. Além disso, quase qualquer medicamento tem efeitos colaterais nocivos. Às vezes, eu ouço falar de alguns benefícios com Risperidal, Prozac e Ritalina. Conteúdo, é muito provável que grandes melhorias possam ocorrer, seguindo-se outros tratamentos biomédicos, sem medicamentos (consultehttp://www.autism.com/treatable/form34qr.htm ).

Se uma criança fala pouco ou não fala, eu enviaria a criança a um especialista para ver se ela tem convulsões. A atividade durante as convulsões pode afetar a produção de fala. Um eletroencefalograma (EEG) mede a atividade das ondas cerebrais e poderá detectar atividades durante a convulsão. Se o seu filho tiver convulsões, eu usaria suplementos nutricionais não-tóxicos para tratar as convulsões, tais como a vitamina B6 e a DMG. A segunda abordagem é comportamento/educação. A análise aplicada do comportamento (ABA) é um método de ensino bem documentado e eficiente para muitas crianças autistas. Este método envolve sessões de aprendizagem 1-a-1 e utiliza tarefas educacionais que foram desenvolvidas especificamente para o autismo. Por exemplo, o livro Teaching Individuals with Development Delays: Basic Intervention Techniques, escrito por O. Ivar Lovaas, é um excelente recurso e descreve, em detalhe, como implementar este método. Se uma criança tiver habilidades verbais limitadas, eu consultaria o Método de Sugestão Rápida (em inglês, Rapid Prompting Method),(http://www.autism.com/danwebcast/index.htm#interviews ).

Depois de que as intervenções biomédicas e de comportamento/ educação forem feitas, eu dirigiria minha atenção aos problemas sensores da criança. Muitos indivíduos autistas sofrem de hipersensibilidade ou de um sistema sensor hiposensível. Estes problemas podem ter a ver com a audição (por exemplo, sensibilidade a sons, ou então a criança aparenta ser surda), visão (por exemplo, sensibilidade a luz, problemas de atenção visual), tácteis (por exemplo, sensibilidade ao toque, insensibilidade a dor), equilíbrio (por exemplo, o indivíduo quer fazer alguns movimentos como balançar-se ou resiste outros movimentos), propriocepção (por exemplo, pular excessivamente), olfato (sensibilidade ou insensibilidade a odors) e paladar (por exemplo, uma criança com alta seletividade de alimentos ou que é chata para comer, ou que exibe sinais de um distúrbio do apetite ao comer várias substâncias indesejáveis. Há várias intervenções que podem reduzir ou eliminar muitos destes problemas, tais como o Treinamento de Integração Auditiva (AIT, ou Auditory Integration Training, em inglês, para audição (http://www.autism.com/families/therapy/aitsummary.htm ), treinamento de visão (http://www.autism.com/families/therapy/kaplan_int.htm ), o método Irlen (visão,http://www.autism.com/families/therapy/irlen.htm ), e a integração sensorial (equilíbrio/táctil/proprioceptivahttp://www.autism.com/families/therapy/king_int.htm).

As três abordagens de tratamento detalhadas acima se complementam uma às outras. Indivíduos autistas freqüentemente se tornam mais conscientes e mais motivados para aprender logo depois do tratamento das suas questões biomédicas e sensoriais. Uma criança pode obter resultados positivos com apenas uma das abordagens; porém, a combinação das mesmas poderá proporcionar resultados fantásticos e até a recuperação para algumas crianças.

O próximo passo Vale a pena examinar outras possibilidades de intervenção para o autismo, tais como o ensino estruturado, histórias sociais(http://www.autism.com/families/therapy/stories.htm ), Intervenção para o Desenvolvimento do Relacionamento (em inglês, Relationship Development Intervention, ou RDI), o método Greenspan, imagens do Sistema de Comunicação por Intercâmbio de Imagens (em inglês, Picture Exchange Communication System, ou PECS) e as técnicas de relaxamento/ imagens visuais de Grodin (http://www.autism.com/families/problems/groden_int.htm ).

Questões familiares Criar uma criança autista pode ser muito estressante para a família como um todo. Os irmãos às vezes se sentem ignorados porque muita da atenção dos pais é direcionada ao filho autista. O divórcio é muito comum em famílias com uma criança autista. Além disso, os parentes e amigos próximos podem se distanciar da família. É importante estar consciente destes perigos e tratá-los se os mesmos ocorrerem. Finalmente, é importante ser um forte porta-voz para a criança. Muitos profissionais estão conscientes dos sintomas associados com o autismo. Contudo, eles não querem tratá-los. A informação é uma ferramenta valiosa. Eu manteria todos os documentos e resultados de diagnósticos em uma pasta bem organizada. Sempre que possível, eu forneceria artigos relevantes e outros materiais informativos a terapeutas e outros profissionais que trabalham com a criança. Comum muitos outros pais de crianças autistas, eu provavelmente acabaria ensinando os profissionais que trabalham com a criança. É importante dar-se conta que o autismo é tratável, e há muitos recursos disponíveis, tais como livros, boletins, websites na internet e congressos. Eu começaria com as seguintes informações:
Leituras adicionais recomendadas - eu considero estas descritas abaixo como livros iniciantes.

Gerlach, E.K. (2003). Autism Treatment Guide. Second Edition. Arlington, TX: Future Horizons.

Hamilton, L.M. (2000). Facing Autism. Colorado Springs, CO: Waterbrook Press. Abordagem biomédica

McCandless, J. (2007). Children with Starving Brains: A Medical Treatment Guide for Autism Spectrum Disorder. Paterson, NJ: Bramble Books.

Seroussi, K. (2000). Unraveling the Mystery of Autism and Pervasive Developmental Disorder. New York: Simon & Schuster.
Comportamento/ Educação

Leaf, R., & McEachin, R. (1999). A Work in Progress: Behavior Management Strategies and a Curriculum for Intensive Behavioral Treatment of Autism. New York: DRL Books.

Lovaas, O.I. (2002). Teaching Individuals with Developmental Delays: Basic Intervention Techniques. Austin, TX: Pro Ed.



ESCRITO POR STEPHEN M. EDELSON, PH.D.


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