sábado, 25 de fevereiro de 2012

Perguntas que o Centro Espírita nos faz



Perguntas que o Centro Espírita nos faz

Num exercício imaginativo, admitamos que o Centro Espírita em que atuamos tenha vida própria, exatamente como nos desenhos animados ou filmes de ficção. Ele por certo externaria suas preocupações, alegrias e decepções. É possível que num dado instante, ele nos dirigisse algumas perguntas, procurando sensibilizar-nos, levando-nos a refletir sobre coisas para as quais nem sempre damos muita importância.
Provavelmente perguntaria:
  1. Você tem conseguido vir aqui com mais assiduidade?
  2. Você tem criticado menos os que trabalham, e se apresentado mais para o serviço?
  3. Para colaborar ou prosseguir colaborando, você faz questão de cargos?
  4. O Espiritismo não exige santidade de ninguém, mas pelo menos aqui você tem procurado educar seus pensamentos e impulsos, sem perder a espontaneidade e sem deixar de ser você mesmo?
  5. Você tem procurado se aproximar mais daqueles que aqui estão e que considera sejam frios, distantes, antipáticos, vaidosos, centralizadores, procurando conhece-los melhor?
  6. Além de um hospital e de uma escola, você já percebe que sou também uma oficina de trabalho e que existe algo que você pode fazer por aqui?
  7. Estou sempre com as portas abertas para recebê-lo, mas gostaria de saber por que você me procura. Obrigação? Prazer? Dedicação? Necessidade? Dependência? Desencargo de consciência? Amor?
  8. Você tem permitido aos companheiros e companheiras espíritas conhecê-lo melhor?
  9. Tem priorizado suas relações ou apenas o trabalho?
  10. Você imagina quanto custa por mês manter-me funcionando?
  11. Tenho dado de mim o que posso para oferecer-lhe um mínimo de conforto, um espaço de trabalho, estudo, confraternização e crescimento. Você tem percebido e valorizado o que lhe ofereço?
  12. Você tem aberto espaço para outros se revezarem com você nas funções que ocupa, ou é mais um a alegar a ausência de colaboradores, sem preparar com alegria e desapego os que estão à sua volta e que por timidez ainda se candidataram ao trabalho?
    Quando você vai a um outro Centro procura observar as coisas boas para incorpora-las à minha rotina ou percebe apenas os erros, dando graças a Deus por eles não existirem aqui?  
  13. Você colabora quando pode ou é aquele que abandonam o lar, esquecendo-se dos compromissos familiares assumidos para se refugiar em minhas dependências?
  14. Quando alguém se afasta de mim você tente entender as razões, ou censura e lamenta sem procurar saber os motivos reais que levaram a pessoa a se ausentar?
  15. Você já consegue perceber que eu não tenho que ser igual a nenhum outro Centro e que nenhum outro tem que ser igual a mim? Já entende que podemos ser diferentes em alguns aspectos, embora sigamos as mesmas diretrizes que estão na Codificação Espírita?
Responder com sinceridade a essas perguntas pode ajudar-nos a nos situar melhor em nossa relação com o Centro Espírita onde atuamos. Embora se diga que é fácil ser espírita dentro do Centro e que fora dele é que os testemunhos são importantes, entendemos que nele existem desafios que se renovam e que se forem gradativamente enfrentados e vencidos, mais facilmente lidaremos com aqueles que se apresentam na vida social. Eis alguns desses desafios:
Ser democrático sem ser permissivo;
Ser sincero sem ferir deliberadamente os sentimentos dos outros;
Falar para as pessoas e não das pessoas;
Conviver com as diferenças;
Não pensar apenas na boa execução da própria tarefa, mas colaborar, dentro do possível, para que outros companheiros encontrem êxito e satisfação no que fazem;
Aceitar cargos e encargos, a fim de não sobrecarregar os outros, sabendo o quanto é difícil agradar a todos;
Aprender a aceitar crítica;
Reconhecer o valor dos companheiros;
Aceitas a colaboração e direção alheia sem se sentir diminuído.
Para nossa reflexão

Fonte de pesquisa - Reformador

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