quinta-feira, 8 de março de 2012

A Casa Espírita e o Trabalho em Equipe


A Casa Espírita e o Trabalho em Equipe


Sendo admitida em princípio, a formação dos grupos, várias questões importantes restam a examinar. A primeira de todas é a uniformidade na Doutrina. (...) a uniformidade será a consequência natural da unidade de base que os grupos adotarão. Ela será completa em todos aqueles que seguirão a linha traçada pelos O Livro dos Espíritos e O Livro dos Médiuns: um contendo os princípios da filosofia da ciência; o outro, as regras da parte experimental e prática. Essas obras estão escritas com bastante clareza para não darem lugar a interpretações divergentes, condição essencial de toda doutrina nova. Até o presente, essas obras servem de regulador para a imensa maioria dos Espíritas. (...)

(Allan Kardec, “Organização do Espiritismo”, 7o§, Revista Espírita, dezembro de 1861.)
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O segundo ponto é a constituição dos grupos. Uma das primeiras condições é a homogeneidade, sem a qual nele não poderia haver comunhão de pensamentos(...) (...) Aquele que tem a intenção de organizar um grupo em boas condições deve, antes de tudo, se assegurar do concurso de alguns adeptos sinceros, tomando a Doutrina a sério, e cujo caráter conciliador e benevolente lhe seja conhecido.

(Allan Kardec, “Organização do Espiritismo”, Revista Espírita, dezembro de 1861, 8o e 14o§.)
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grandíssimas vantagens aos seus participantes; mas para delas aproveitarmos são necessárias condições especiais. (O Livro dos Médiuns, item 324.)
Uma reunião é um ser coletivo, cujas qualidades e propriedades são a resultante de todas as de seus membros e formam, como que um feixe. (O Livro dos Médiuns, item 331.)
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Se enxergarmos a Casa Espírita como seara de trabalho, estará o médium como o trabalhador do campo, que vem plantar em um terreno onde já existem frutos maduros para seu sustento e o sustento dos seus. Assim, à medida que vai plantando, ele vai colhendo, e o fruto do seu trabalho vai, também, sustentando os outros.
(Espírito Hermann, psicografia pelo médium Mário Coelho, em 12/6/2010. CELD.)
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A Casa Espírita, portanto serve para que cresçamos todos juntos (...) [e a bênção do convívio, (...)
estabelece regras gerais, (...) favorece julgamentos e críticas capazes de mostrar erros que sozinho o médium não veria (...)].
(Espírito Hermann, psicografia pelo médium Mário Coelho, em 12/6/2010. CELD.)
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Aqueles que desejam caminhar ao lado da bondade e do amor, acompanhando Jesus na sua trajetória terrena, devem fazer um esforço muito grande, para que, onde estiverem, representem o próprio Cristo. Que cada um de nós que estamos a exercer a mediunidade saiba confiar no Grande Mestre e dizer também a ele: Estamos aqui contigo, Senhor, e jamais desistiremos de viver ao teu lado.
Vosso irmão e amigo,
Ignácio

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Altivo Pamphiro, em 26/6/2004. CELD.)
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Saulo admirava-se de haver encontrado tão depressa aquela chave de harmonia que lhe proporcionava segura confiança em todos. Teve a impressão de que nas genuínas comunidades do Cristo a amizade era diferente de tudo que lhe dava expressão nos agrupamentos mundanos. Na diversidade das lutas sociais o traço dominante das relações cifrava-se agora, a seus olhos, nas vantagens do interesse individual; ao passo que, na unidade de esforços da tarefa do Mestre, havia um cunho divino de confiança, como se os compromissos tivessem o ascendente divino original. Todos falavam, como nascidos no mesmo lar. Se expunham uma ideia digna de maior ponderação, faziam-no com serenidade e geral compreensão do dever; se versavam assuntos leves e simples, os comentários timbravam franca e confortadora alegria. Em nenhum deles notava a preocupação de parecer menos
sincero na defesa dos seus pontos de vista; mas, ao invés, lhaneza de trato sem laivos de hipocrisia, porque, em regra, sentiam-se sob a tutela do Cristo, que, para a consciência de cada um, era o amigo invisível e presente, a quem ninguém deveria enganar.

(Emmanuel / Chico Xavier, Paulo e Estevão, cap. “Rumo ao deserto”.)
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A convivência mostra ao médium que ele não é diferente dos outros seres (...) Centro Espírita, portanto, será sempre elemento balizador para o médium que já aprendeu que convivendo se cresce mais rápido (...)

(Espírito Hermann, psicografia pelo médium Mário Coelho, em 12/6/2010, CELD, RJ.)
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O Espiritismo que mal acaba de nascer, é ainda diversamente apreciado, muito pouco compreendido em sua essência, por um grande número de adeptos, para oferecer um laço poderoso entre os membros daquilo que se poderia chamar uma associação. Este laço só pode existir entre aqueles, que nele veem o objetivo moral, compreendem-no e aplicam-no a si mesmos. (...) onde eles se encontrem, uma confiança recíproca os atrai uns para os outros; a benevolência mútua, que reina entre eles, exclui o vexame e o constrangimento, que nascem da suscetibilidade, do orgulho, que se irrita com a menor contradição, do egoísmo, que tudo reclama para si. Uma Sociedade onde tais sentimentos fossem partilhados por todos, (...) uma tal Sociedade, dizemos, seria não apenas viável, mas indissolúvel.

(Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, cap. XXIX, item 334.)
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Para chegardes a isso, é preciso que uma indulgência e uma benevolência recíprocas presidam vossas relações; que vossos defeitos passem despercebidos, que apenas vossas qualidades sejam notadas; que a tocha da santa amizade reúna, ilumine e aqueça vossos corações e resistireis aos ataques impotentes do mal, como o rochedo inabalável à vaga furiosa.

(São Vicente de Paulo, O Livro dos Médiuns, cap. XXXI. “Sobre as Sociedades Espíritas”, XX.)

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