segunda-feira, 2 de abril de 2012

considerando a Parábola do Bom samaritano


(Joanna de Ângelis)


“Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo 15º — Ítem 3.)

Conta Lucas, no versículo 25 e seguintes, do Capítulo 10, do Evangelho, que interrogado o Mestre por um doutor pusilâmine que o tentava, a respeito da herança celeste, narrou-lhe o Senhor, após inquiri-lo sobre a Lei, a parábola do bom samaritano, a fim de informar-lhe, na aplicação do amor, quem seria o pró­ximo.

Sintetizemos a narrativa: “Assaltado por malfei­tores, um pobre homem foi deixado à margem da es­trada que descia de Jerusalém a Jericó. Casualmente passou pela mesma via um doutor, e depois um levita que, embora o vissem, seguiram indiferentes. Um sa­maritano, porém, por ali passando e o vendo, tomou-se de piedade e o assistiu carinhosamente, conduzindo-o na sua alimária até uma hospedaria onde o deixou cer­cado de cuidados, dispondo-se a resgatar quaisquer compromissos excessivos, quando por ali passasse de retorno”. E ante o assombro do interlocutor O Mes­tre indagou-lhe, quem seria o próximo do homem so­frido, ao que este respondeu: “O que usou de miseri­córdia para com ele”. Disse, então, Jesus: “Vai, e faze da mesma maneira”.

Considerando as nobres sessões de socorro mediú­nico aos desencarnados em sofrimento, hoje realizadas pelos adeptos da Doutrina Cristã, recorramos ao ensi­no de Jesus, na excelente parábola.


O recinto das experiências medianímicas pode ser comparado à hospedagem acolhedora e gentil; o ho­mem caído na orla do caminho, consideremo-lo o espí­rito tombado nos próprios enganos; o médium doutri­nador assemelhemo-lo ao encarregado da estalagem; os médiuns recalcitrantes examinemo-los como o doutor indiferente e o levita sem piedade; o médium obediente ao mandato do serviço socorrista tenhamo-lo como o bom samaritano e a via entre Jerusalém e Jericó con­vencionemos a estrada dos deveres fraternos por onde todos transitamos. Ainda poderíamos considerar o bálsamo e o ungüento postos nas feridas do assaltado como sendo as orações do círculo de corações devota­dos à tarefa mediúnica; as moedas pagas ao hospedeiro simbolizemo-las como as renúncias e dificuldades, lutas e testemunhos solicitados aos membros da reunião e o doutor da lei, zombeteiro e frio, representemos como sendo os companheiros conhecedores da vida imortal, notificados das surpresas além-do-túmulo, indiferentes, entretanto, às tarefas sacrificiais do auxílio fraterno.


Se abrasado pela mensagem espírita, militas na mediunidade, em qualquer das suas múltiplas manifes­tações, ou fazes parte de algum círculo de socorro es­piritual, unge-te de bondade e dá a tua quota de esforço aos falidos na via da Imortalidade.


Não lhes imponhas verbosidades estrondosas nem debatas, apaixonado, convicções...


Fala-lhes do novo Amanhã e medica-os agora, so­correndo-os com bondade e abnegação.


Sê, em qualquer função que desempenhes na tare­fa espírita de assistência mediúnica, o “bom samarita­no”, considerando todo e qualquer espírito que chegue ao núcleo de trabalho, não como o adversário de on­tem, o obsessor de hoje ou o sempre inimigo, mas como o teu próximo a quem deves ajudar, assim como Jesus, redivivo na Mensagem Espírita, continua ajudando-te carinhoso e anônimo.



Texto extraído do Livro “Espírito e Vida”, psicografado por Divaldo Pereira Franco e ditado pelo espírito Joanna de Ângelis

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