segunda-feira, 14 de maio de 2012

Conviver na Casa Espírita

Conviver na Casa Espírita é tarefa das mais difíceis para todos nós. 

Temos de enfrentar obstáculos variados oriundos de nós mesmos e de nossos irmãos em Cristo e teimamos em manter nossas posições de inflexibilidade quanto à tolerância e compreensão. 

Nada justifica, entretanto, que façamos nossa postura prevalecer, já que não somos portadores da verdade ou da razão. 

Temos visto, no correr de décadas, imensa quantidade de irmãos em Jesus se afastarem, abandonarem ou deixarem de praticar o trabalho por conta, particularmente, do melindre, que nos incomoda persistentemente. 

Já não é mais o momento de manter a postura equivocada de quem se julga dono da razão. 

Devemos gerar em nós a consciência de que apenas trabalhamos em favor de Jesus em sua Seara, quando arregaçamos as mangas e nos dispomos ao trabalho, seja mediúnico ou não, dentro da Casa Espírita. 

Nós somos os necessitados do trabalho e não o trabalho necessitados de nós.

Estamos todos em fase de juventude espiritual para não dizer que estamos ainda em fase embrionária em nossas responsabilidades. 

É fato que muitos ainda não compreendem o verdadeiro sentido da expressão responsabilidade. Mas é ainda mais certo que muitos sequer cogitam o real sentido de ter disciplina. Também não sabe a maioria como é bom praticar a disciplina com responsabilidade. 

Imaginam que exista "uma certa" lavagem cerebral ao assumirem certos compromissos diante do trabalho espiritual. Tratam as oportunidades para servir como obrigações por que não entendem, ainda, que o servir é tratar-se ao mesmo tempo. 

Alguns de nós ainda persistimos em postura equivocada no que diga respeito ao relacionamento com os irmãos da Seara. 

Aguardamos sempre que as atitudes dos demais deva ser impecável e estamos prontos para julgar e colocar diante da própria pessoa e dos outros irmãos de trabalho nossas opiniões e expressões nem sempre as mais adequadas, em função da nossa própria indisposição para compreender e colaborar no entendimento e na coesão do trabalho. 

Ao fazer parte de uma equipe em uma Casa Espírita lembre-se de que todos somos adoecidos da alma, no íntimo, em maior ou menor grau, em decorrência de nossas imperfeições. Ninguém é, na atualidade, capaz de exercitar uma tarefa isento de atitudes das mais equivocadas. Todos estamos sujeitos ao erro e precisamos nos ajudar reciprocamente, vigiando com paciência e predisposição à 
compreensão. 

Se, porventura, nos encontramos diante de um irmão difícil e acusador durante nossas tarefas na
Seara do Mestre, lembremo-nos dEle e busquemos perdoar, pois esta atitude é das mais necessárias em nossas vidas, para nossa própria sobrevivência e evolução. 

Lembremo-nos também, de que mais importante do que nós é o Espiritismo. Mais importante do que a pessoa é a Casa Espírita e a Causa Espírita. 

Desta forma e conscientes disto, bom trabalho a todos. 


Cairbar 

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