sexta-feira, 18 de maio de 2012

DOS COMPONENTES DE REUNIÕES MEDIÚNICAS


DOS COMPONENTES DE REUNIÕES MEDIÚNICAS

Para maior segurança no exercício da mediunidade e no trato com os médiuns e com os desencarnados que se comunicam nas reuniões mediúnicas, é importante que não só ao dirigente mas a todos os seus integrantes, conhecer, em linhas gerais, o que a Doutrina Espírita nos ensina acerca da prática mediúnica.

Assim procedendo seremos mais úteis aos que nos procuram em busca de socorro espiritual, aos desencarnados envolvidos em processos obsessivos, bem como a nós mesmos, em virtude de nossas necessidades de aprimoramento e edificação espiritual.

De todos os componentes das reuniões mediúnicas pede-se um mínimo de requisitos indispensáveis ao êxito da tarefa.

O dirigente, particularmente, é objeto de assistência especial dos amigos espirituais, assistência essa que cresce na proporção de seu preparo, dedicação, boa vontade e empenho em reformar-se interiormente.

Responsável pelos esclarecimentos aos Espíritos tendo forçosamente que lhe ocorrerem em determinados momentos da tarefa, pormenores desconhecidos, quanto às necessidades dos comunicantes.

Requisitos essenciais dos componentes de Reuniões Mediúnicas

a) Morais: Vivência evangélico-doutrinária, esforçando-se por exemplificar a mensagem cristã.
b) Doutrinários:  Estudo evangélico e doutrinário; conhecendo pelo menos, os princípios básicos e gerais da Doutrina, as obras da Codificação e subsidiárias, bem como ter conhecimento das questões mediúnicas, do plano espiritual e de suas relações com o mundo físico.
c) Qualidades: Autoridade fundamentada no exemplo. Hábito de estudo e oração. Dignidade e respeito para com todos. Afeição sem privilégios. Brandura e firmeza. Sinceridade e entendimento. Conversação construtiva. Discrição e discernimento. Bondade e energia. Preparação constante. Assiduidade e pontualidade. Fé raciocinada.
d) Preparo: Estudo permanente para saber sempre mais. Desenvolvimento da intuição. Cultivo do tato psicológico, evitando atitudes e palavras violentas. Aliar raciocínio, sentimento, compaixão e lógica.
e) Segurança: A Espiritualidade Superior espera do dirigente o apoio fundamental da obra. Não lhe serão exigidas qualidades superiores às do homem comum, mas, diante dos desencarnados, dos médiuns e dos freqüentadores, as funções do dirigente são semelhantes às de um pai de família, devendo dispensar a todos os integrantes do conjunto a orientação e o amparo que um professor reto e nobre cultiva perante os alunos.

Do trato com os espíritos comunicantes

Na direção das reuniões, cultivar a humildade e vigilância no trato com os médiuns, com os espíritos comunicantes e com os freqüentadores em geral, encarnados e desencarnados, observando sempre

Não forçar a comunicação do espírito, através deste ou daquele médium.
Deduzir, se possível, o sexo a que pertenceu a entidade em sua última existência, visando uma elucidação psicológica ideal.
Analisar, sem censura, os problemas de animismo (do médium) ou de mistificação (por parte dos espíritos) agindo criteriosamente.
Evitar, discutir, criticar, desprezar, desafiar, impor, ridicularizar, magoar ou alongar-se demais no diálogo com as entidades manifestantes.
Reconhecer que nem sempre pode ser desfeito o processo obsessivo, de imediato, sem prejuízos para encarnados e desencarnados.
Quando necessário e sob a assistência dos dirigentes espirituais usar a hipnose construtiva, visando a sonoterapia ou a projeção de quadros mentais para esclarecimento do comunicante.
Embora respeitando a necessidade do espírito de desinibição e desabafo, preservar sempre, a integridade do médium e a dignidade do recinto.
Frente a idéias fixas, buscar atingir o centro de interesses efetivos do espírito para que se lhe descongestione o campo mental.
Generalizar o esclarecimento que se proporciona às entidades, evitando, no entanto, dramatizar o problema de qualquer um.
Em casos excepcionais, recorrer à retrospecção mental, para auxiliar o esclarecimento da entidade sempre, porém, sob a supervisão dos amigos espirituais e sob a proteção de prece.
Vazar a conversação em termos claros, lógicos e edificantes, com paciência e apreço, evitando gírias, pilhérias,ironia ou irreverência.
Solicitar a cooperação íntima de todos, zelando pela boa ordem, harmonia e disciplina na reunião.
Atentar para a condição dos comunicantes, a fim de auxiliá-los mais eficientemente (Espíritos sofredores, que se comunicam pela primeira vez, reincidentes sistemáticos, companheiros de nosso próprio passado espiritual, recém-desencarnados, suicidas, malfeitores, sarcásticos, vampirizadores conscientes ou inconscientes, religiosos, inconformados, etc.).
Ao usar termos como: espírito, perispírito, desencarnado, evolução, livre-arbítrio, causa e efeito, reencarnação, plano espiritual, médium, mediunidade e outros, explicá-los, porque, comumente, os comunicantes não sendo espíritas, podem ignorar o seu real significado.
Evitar expressões como: "você já morreu" e outras, pois isso pode traumatizar e dificultar os esclarecimentos ao comunicante. Este pode chegar à mesma conclusão, por si mesmo, se o levarmos a analisar que os tempos são outros.
Os costumes mudaram, por exemplo, eles conversam com determinadas pessoas e esses não os respondem. Entraram no recinto sem se utilizarem de portas ou janelas. Notam a presença de outras pessoas desencarnadas e de cuja "morte" tinham conhecimento, etc.
Quando o espírito se expressar por outro idioma, lembrar-lhe de que basta emitir as imagens de seu pensamento para comunicar as suas idéias. Se ainda assim encontrar dificuldades para isto, pedir a sua aproximação, através de outro médium, para facilitar a sua expressão de modo que todos possam entendê-lo.
Usar sempre a primeira pessoa do plural (nós).
De fato, nunca estamos sós na tarefa de esclarecimento doutrinário.
Jesus falou com autoridade aos espíritos imundos. Nós não o podemos fazer. Assim, sejamos humildes, aconselhando a exemplificação das virtudes que ainda estamos nos esforçando por conquistar.
Respeitando sempre o livre arbítrio, lembremo-nos de que Deus, Jesus e os espíritos superiores, aguardam pacientemente a nossa renovação. Como impô-la aos outros? Respeito sem compactuar com práticas exóticas ou conceitos errôneos.
É de pouca importância o nome que hoje ostentam os espíritos comunicantes. Tratá-los sinceramente de irmãos.
Cultivando ainda reflexos dos padecimentos que culminaram com a sua desencarnação, supliquemos em prece a redução dos seus sofrimentos, com a intervenção de cooperadores espirituais e sua condução a locais de recuperação.
Quando necessário, solicitar a outros médiuns descrever o que percebem, colhendo assim, subsídios para maior aproveitamento do Grupo, podendo, excepcionalmente, um guia se manifestar para oferecer a sua ajuda mais direta no caso.
Evitar passes indiscriminados ou mãos estendidas sobre o médium na hora da comunicação.
Evitar comentários do que se passa nas reuniões, encarando com discrição os problemas de encarnados e desencarnados.
Cada comunicante deve receber o tratamento que corresponda aos seus sentimentos.
Conceder ao espírito o tempo necessário para que ele exponha seus problemas e dificuldades a fim de que, sentindo-lhe a necessidade, possa usar palavras e conceitos adequados.
Oferecer a intimidade fraterna aos comunicantes, aplicando o carinho da palavra e o fervor da prece na execução da enfermagem moral que lhe é necessária.
A familiaridade estende os valores da confiança. (Conduta Espírita - André Luiz - cap. 24).
Falar aos comunicantes perturbados e infelizes, com dignidade e carinho, entre a energia e a doçura, detendo-se exclusivamente no caso em pauta.
Sabedoria no falar, ciência de ensinar. (Conduta Espírita - André Luiz - cap. 24).
Em oportunidade alguma, polemizar, condenar ou ironizar, no contato com os irmãos infelizes da espiritualidade. 
A azedia não cura o desespero. (Conduta Espírita - André Luiz - cap. 24).
Suprimir indagações no trato com entidades infortunadas, nem sempre em dia com a própria memória, como acontece a qualquer doente grave encarnado.
A enfermagem imediata dispensa interrogatório. (Conduta Espírita - André Luiz - cap. 24).
Há grande diversidade entre a tarefa de doutrinar e evangelizar. 
Para doutrinar, basta o conhecimento intelectual dos postulados do Espiritismo; para evangelizar é necessário a luz do amor no íntimo. 
Na primeira, bastarão a leitura e o conhecimento: na segunda é preciso vibrar e sentir com o Cristo.      
(O Consolador - perg. 237 - Emmanuel).

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