quinta-feira, 18 de outubro de 2012

ARQUIVOS DA MEMÓRIA


ARQUIVOS DA MEMÓRIA
Jorge Andréa dos Santos
 
Em se considerando o psiquismo, nossos campos de pensamento e memória ainda representam regiões desconhecidas e, como tal, suas estruturas são um grande mistério. Mais enigmáticos ainda são os arquivos da memória.
 
Pouca coisa se tem acrescentado desde a época pré-cristã, com Hipócrates, que considerava a zona cerebral como a fonte das idéias. O próprio Platão dizia que na cabeça estariam lapidadas as idéias e as fontes de suas respectivas criações. Os diálogos shakesperianos informavam que no cérebro existia a alma e Descartes a colocava como o hóspede misterioso da glândula pineal.
 
Com o advento das descobertas científicas no século XIX, o cérebro foi elevado à posição que lhe confere a biologia, sendo que os seus respectivos campos, do pensamento e da memória, foram como que interpretados como autênticos circuitos elétricos. O nosso século amplia os conceitos, porém ainda bem longe de definição, levando a idéia de que o pensamento e a memória, como exclusivos produtos da zona cerebral, funcionem como “computadores químicos”.
 
 
Figura 1
 
 PSIQUISMO EM ESQUEMA
 
1- Campo espiritual. Dimensões desconhecidas.
2- Campo perispiritual.
3- Zona física onde os comandos perispirituais se transformam em impulsos físicos, a se refletirem da base cerebral (B) para o córtex (C) ou zona de nosso entendimento psicológico.
4- O neurônio como unidade básica do sistema nervoso, com suas conexões sinápticas e esquema neurotransmissor.
 
Os campos de memória, com o advento da genética, estiveram ligados ao ADN (estrutura dos cromossomos) com seus respectivos genes, em parte confirmados por experiências detalhadas e bem criativas. A totalidade dos processos biológicos estando atados aos mecanismos genéticos dos cromossomos, a memória não poderia ser exceção. Nos campos da memória muito se tem feito em experiências psicológicas a fim de melhor entendermos as suas razões, embora continue a ser campo de muitas especulações. Segundo pesquisadores, existem no cérebro locais específicos onde dois tipos de memória se instalam: a memória factual e a memória hábil.
 
A memória factual pode mostrar-se, ora de curto, ora de longo prazo. A memória de curto prazo é passageira, fugaz e de rara fixação. A memória de longo prazo representaria o arquivo de nossos conhecimentos com suas respectivas imagens e revestimentos afetivos.
 
A memória hábil é aquela que reflete o nosso constante aprendizado, onde os múltiplos reflexos condicionados concorrem, não só no adestramento, mas, também, no reforço e afirmação dos conhecidos reflexos incondicionados, isto é, reflexos que acompanham o indivíduo desde o nascimento, pertencendo aos campos do inconsciente (o mesmo que zona espiritual), enquanto que a memória factual aparece com a maturação das células nervosas e sua respectiva rede de fibras que permitem unificação.
 
As informações dos pesquisadores situam os campos da memória como sendo elaborados na base cerebral e, ao mesmo tempo, transmitidos ao córtex cerebral, conhecido campo das atividades conscientes. Nestes mecanismos neurotransmissores, a seratonina e a adrenalina seriam elementos de importância como mensageiros químicos carregando informações de toda ordem, através da rede neuronial e as suas respectivas zonas de contato – as sinapses (ver figura1).
 
Nas elaborações musicais, idiomáticas, as equações matemáticas, etc., as pesquisas determinaram a existência de zonas específicas para cada estruturação em particular; isto é, para cada variação de música, cada tipo de idioma ou diversidades matemáticas, haveria adequados departamentos no cérebro. A localização dos arquivos da memória no cérebro, apesar de muitas e compreensíveis dificuldades de avaliações, não deve estar representada por uma única zona, deve, sim, estar distribuída por muitas regiões. É como se as funções cerebrais estivessem imbricadas participando de uma totalidade.
 
Conceitos científicos modernos falam em favor dessa proposição. Tem-se como verdade que o hemisfério cerebral esquerdo é responsável pelo aprendizado de línguas, zona de fatos lógicos e solução de problemas; poder-se-ia dizer ser o campo das análises. Quanto ao hemisfério cerebral direito, seria região respondendo pelos fatos intuitivos, artísticos, o campo onde os processos de síntese se mostrassem com todo potencial avaliativo. Apesar de tudo, não podemos deixar de compreender que os dois hemisférios cerebrais, com suas disposições funcionais, estão em constante ligação, de modo a permitir o entrelaçamento de todas as suas possibilidades de trabalho.
 
Percebe-se, diante dessa sintética visão, que a nossa ciência está muito longe de conhecer e definir os campos da memória, as elaborações dos pensamentos e outros tantos enigmas do psiquismo.. Os 25 bilhões de neurônios da nossa organização nervosa estão associados por incontáveis comunicações, diretas ou indiretas (sinapses), funcionando, cada um deles, como avançada usina produtora. Dizer que as células nervosas funcionam como autênticos computadores é não dar suficiente atenção ao processo vital. Os neurônios são "máquinas" muito avançadas e ainda desconhecidas. As comunicações entre as células nervosas ou neurônios, pela intensa rede de filamentos, são feitas às expensas das moléculas de neurotransmissores nas zonas de contato – sinapses (ver figura1); essas substâncias químicas estão avaliadas em mais de três centenas, sendo que, ainda não se conhece a fórmula química da maioria. Além do mais, os próprios neuro-transmissores sofrem influências de substâncias especiais conhecidas como neuromoduladores. Ante tal complexidade, ficamos a perguntar se o quimismo biológico, nessas delicadas, precisas e inteligentes reações, possui condições de se organizar por si mesmo, ou se existe um condutor e orientador de tão exuberante proposta?
 
É neste ainda desconhecido impulso de orientação e comando das transmissões, em pleno terreno nervoso, que deslizam os campos dos pensamentos e da memória. Será que os neurônios ou pelo menos certos grupos serão os responsáveis pelas criações do pensamento e os arquivos de memória? Ou serão essas zonas, ainda não bem definidas, porém cientificamente comprometidas, verdadeiras telas por onde um campo mais expressivo se mostre? Tudo assim faz crer. Seria um campo mais avançado, um campo energético mais bem dotado canalizando para a zona das células físicas os seus superiores impulsos e donde colheriam, também, o material que as experiências do meio ambiente fossem ofertando.
 
Esse campo magnético, mais avançado que o campo material, vem sendo observado e analisado por alguns pesquisadores, às custas das equações parapsicológicas onde muitos fatos têm encontrado resposta. A doutrina espírita de há muito situou esse campo energético como sendo o perispírito, ou psicossoma no dizer de André Luiz, e que, apesar de bem mais avançado, ainda é campo intermediário por onde o espírito orienta a zona física. Desse modo, logicamente, temos que admitir que nas ligações do perispírito com os neurônios deveremos encontrar as explicações de desenvolvimento dos pensamentos e processos de memória (ver esquema). Bem claro que não será obra dos dias atuais. As fontes de criação e os autênticos arquivos da memória estariam nas zonas mais nobres do psiquismo, isto é, no próprio espírito. Apesar de tudo, tanto a zona física quanto a perispiritual, como telas refletoras das criações do espírito, por si só devem mostrar, aqui e ali, reduzidas produções que lhes serão próprias, de modo a permitir oscilações nos biótipos psicológicos de cada ser.
 
Ampliando as idéias e conceitos podemos dizer que no espírito estaria a sede real dos processos psíquicos, no perispírito a zona intermediária e, na zona física, as telas de manifestações de nossas percepções. Assim, as zonas, perispiritual e física, teriam as suas respectivas participações nos fenômenos do pensamento e memória, cada uma delas a seu modo, sendo que a zona física estaria em contato com o meio ambiente emitindo e captando experiências, ficando o espírito com os alicerces autênticos de todo o conteúdo do psiquismo.
 
O ser humano não pode ser representado, tão-somente, por um aglomerado material de 60 trilhões de células, mas, também, por um campo energético (espírito-perispírito) de funções que se vão ampliando em aptidões diante da colheita das experiências que as reencarnações propiciam. As aptidões dos campos de memória, como todas as demais experimentações e fatos vividos, representam aquisições jamais perdidas por todos aqueles que participaram dos eventos. O avanço evolutivo só poderá ser entendido no acréscimo de aptidões, caldeadas em constantes renovações e burilamentos, por sempre novas experiências, algumas até repetidas, que as diversas e variadas personalidades físicas oferecem pelas estradas da vida.
 
 
 
 
 
 
 Com esta mensagem eletrônica
seguem muitas vibrações de paz e amor
para você
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"Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre, tal é ¡ lei"
Allan Kardec.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Informações Descabidas


Informações descabidas
Vianna de Carvalho
Quase todas as propostas idealistas, na medida em que se fazem conhecidas, perdem em profundidade o que lucram em superfície.
De igual maneira vem sucedendo ao movimento espírita, cuja divulgação merece aprofundar os conceitos doutrinários, a fim de oferecer subsídios valiosos aos iniciantes e interessados em conhecer na sua realidade legítima a doutrina libertadora da ignorância espiritual sobre a vida.
Em face da popularização dos nobres conteúdos filosóficos, pessoas inescrupulosas transformam-se de um para outro momento em pretensos esclarecedores do pensamento espírita, introduzindo as próprias ideias, em razão do quase total desconhecimento espiritista.
Não poucas vezes, presunçosos e arrogantes, criam diretrizes burlescas e teorias esdrúxulas que dizem provir do mundo espiritual, completando o que Allan Kardec não teve tempo de realizar.
Nesse capítulo, surgem movimentos denominados um passo adiante do que se encontra estabelecido na Codificação, como resultado de informações perfeitamente compatíveis com as conquistas da ciência contemporânea.
Outros indivíduos, portadores de conflitos psicológicos, projetam os seus transtornos na farta clientela desprevenida e se apresentam como portadores de mediunidade especial, caracterizada por expressiva clarividência, que lhes permite antever o futuro, detectar o presente, formular diagnósticos de enfermidades graves e resolvê-las, identificar obsessões perversas, infortúnios porvindouros... E utilizando-se da iluminação que se atribuem, apresentam fórmulas salvacionistas, propondo comportamentos incompatíveis com o bom senso e a lógica doutrinários.
É lamentável que tal fenômeno tenha lugar num movimento que pretende traduzir a grandeza do pensamento dos Imortais, com simplicidade e lógica, embora a sua grandiosa e complexa estrutura intrínseca.
Sucede que os tormentos da vaidade e do orgulho, que ainda predominam em a natureza humana, como herança do seu processo de evolução antropológica, impedem ou dificultam que o indivíduo amolde o caráter moral às novas propostas de iluminação, tornando-se-lhe mais fácil adaptá-las ao seu vicioso modo de ser.
No começo, um grande entusiasmo invade esses desprevenidos, que se deixam tocar interiormente pela significativa contribuição imortalista, logo após acostumando-se com a informação valiosa e, necessitados como se encontram, de novidades, criam, fascinados pelo próprio raciocínio, correntes de pensamento que lhes projetem o ego, a desserviço da divulgação saudável e correta do Espiritismo.
É sempre valioso recordarmo-nos da frase enunciada por João, o Batista, a respeito de Jesus, quando elucida: - É necessário que Ele cresça e que eu diminua.
Assim, agiu corretamente, porque o seu era o ministério de preparar-Lhe os caminhos, diminuindo as asperezas, que se tornaram ainda muito complicadas para vencê-las, fazendo, porém, a sua melhor parte.
Aos espiritistas, portanto, novatos ou militantes, que tudo façam para que a doutrina cresça e eles diminuam, de modo que realizem o mister que lhes cabe sem a ufania de serem inovadores, médiuns especiais e reveladores, completistas do trabalho do Codificador ou elucidadores das diretrizes fornecidas pelos Espíritos, o que lhes desvela a insensatez e a presunção, demonstrando que, não fossem eles e não se compreenderia a Revelação que, no entanto, é simples e profunda.
Também repontam os defensores do Espiritismo, sempre preocupados com a forma exterior e não com a vivência interna, quais antigos fariseus, estando sempre vigilantes para denunciar, agredir aos demais e aparecer com a bandeira da salvação, como se fossem necessários. Olvidam que a sua jornada terrestre é sempre breve, e que se o Espiritismo os necessitasse para esse fim, bem pobres seriam a sua filosofia e ética-moral, porque dependentes da sua defesa. Quando desencarnassem, como é inevitável, e tem sucedido com todos esses que assim se comportam, o pensamento espírita ficaria órfão, e logo desapareceria.
Ledo engano, a morte que a todos arrebata, não consegue diminuir o impacto e a força da Terceira Revelação que vem dos Céus à Terra, ao inverso do que alguns pensam...
A maneira mais vigorosa e própria para a divulgação do Espiritismo é a exposição dos seus ensinamentos conforme se encontram na Codificação, naturalmente apresentando contribuições convergentes, contemporâneas, sem alardes nem sensacionalismos, porquanto, os mentores da Humanidade prosseguem vigilantes, a fim de que nada venha a faltar, para que, em breve, seja conhecido e vivenciado.
Portanto, é de igual e magna importância, viver-se o dia a dia existencial fixado no programa elaborado pelo Consoladorprometido, demonstrando alegria de participar deste momento, com fidelidade ao amor e à caridade, vivenciando uma conduta moral saudável, tornando-se carta viva do Evangelho, a fim de que todos possam ver no seu comportamento o profundo e desafiador contributo que proporciona felicidade e paz.
Desse modo, não há lugar no movimento espírita para pessoas-fenômeno, para gurus de ocasião, para reveladores extravagantes, para mensagens bombásticas, para informações apavorantes, a fim de atrair adeptos temerosos do fim do mundo, do juízo final, dos umbrais, da necessidade de fazer a caridade de modo a evitar sofrimentos e quejandos...
O Espiritismo ilumina a consciência, libertando os sentimentos das prisões emocionais, das dependências de pensamento febril, facultando aos seus adeptos a responsabilidade pelos próprios atos, sempre geradores de consequências compatíveis com a sua constituição.
Doutrina da alegria, não é festeira, nem pode ser transformada em um oásis de fantasias para diversão ou frivolidade.
É uma ciência grave e simples, que se destina a pessoas sérias, laboriosas, que anelam por uma sociedade mais solidária e fraternal.
Todo o investimento de zelo e carinho, responsabilidade e amor na vivência dos seus postulados, de que se encarrega o movimento organizado pelas criaturas humanas, deve ser levado em conta, a fim de que o Espiritismo alcance a finalidade para a qual foi enviado pelo Senhor, qual seja a verdadeira construção do reino de Deus no coração.
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na manhã de 5
de março de 2012, em Miami Beach, Flórida, EUA.
Em 19.07.2012.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Mensagem Maria Modesto Cravo


Mensagem Maria Modesto Cravo

Meus irmãos, companheiros de Espiritismo, Deus abençoe nossos corações e nossas tarefas.
O movimento espírita é a representação do esforço do Plano Maior para a unificação do nosso povo ante os ideais inspirados pelo Alto. No entanto, percebemos que, nesse esforço de unificar o pensamento em torno de Allan Kardec, muitos irmãos nossos traduzem união por fusão de idéias.
É preciso compreender que Allan Kardec não deixou regras para se fazerem Espiritismo, reuniões mediúnicas ou se realizarem passes. O mestre Hippolyte Léon, dentro de suas observações lúcidas, estabeleceu as bases, os pilares irremovíveis: Deus, imortalidade da alma, reencarnação, mediunidade.
Na prática, houve orientações, com um respeito pela diversidade de cada povo, pela forma de cada centro, sem que as pessoas tenham de se fundir diante de uma cartilha.
O Espiritismo é liberdade, responsabilidade e trabalho incessante, com a compreensão das diferenças.
A união deve ser a base da unificação, sem nenhuma pretensão de superioridade para com aqueles que escolhem um caminho diferente dos nossos. Espiritismo é inclusão, sem nenhuma atitude excludente por parte dos que se julgam no caminho unificado.
É preciso, antes de tudo, cativar as pessoas, tornar-nos e torná-las amigos, a fim de, mais tarde, ganharmos um irmão ou um parceiro nos ideais.
Não há movimentos oficiais ou movimentos paralelos. O que existe é o grande movimento de fraternidade do qual todos fazem parte, conservando cada um a sua liberdade de interpretação e atitudes e a pluralidade que tem como base a fidelidade ao pensamento de Allan Kardec.
Em momento algum Kardec estabeleceu o conceito de pureza doutrinária. Ele falou e escreveu a respeito da fidelidade doutrinária.
O estabelecimento de uma pretensa “pureza” já determina a exclusão daqueles que pensam e interpretam a verdade de forma diferente. A exclusão já está implícita nesse conceito, já que são os homens que determinam o que é “puro” ou não.
É preciso compreender: nós, os seguidores do pensamento espírita, devemos primar pela união do pensamento em torno da doutrina, e não em torno da interpretação doutrinária. União não é fusão.
Podemos ser e estar unidos sem que estabeleçamos regras de conduta para o outro seguir. Também não precisamos excluir aqueles que não pensam como nós. O projeto do Alto é conseguir a unificação, e não a padronização.
Unir sem perder as características.
Unir conservando o direito de pensar diferente.
Unir sem perder a individualidade.
Unir, respeitando a pluralidade.
Unir sem nos transformarmos em máquinas humanas.
A união pressupõe respeito ao outro, sem que ele, o indivíduo ou o centro, seja marginalizado.
O pensamento de oficializar o conceito de “pureza” é o mesmo que no passado gerou o regime de Hitler, as fogueiras da Inquisição ou as diversas perseguições ao longo da história. Essa forma de pensar foi a responsável pelo estabelecimento do Index Proibitorium — ou a relação de livros “proibidos” pela Igreja porque o seu conteúdo não respeitava as “normas” preestabelecidas por aqueles que se consideravam puros.
O trabalho de unificar é algo que transcende a forma; a interpretação é aprofundada até as entranhas da alma do centro espírita e do indivíduo.
Unificar é algo mais interior do que interpretativo, sem as proibições e sem os preconceitos tão característicos dos movimentos humanos.
É preciso urgentemente compreender a forma de o Codificador pensar, a fim de que não extrapolemos em nossas observações e exigências. Observamos que Allan Kardec muitas vezes discordava de seus opositores no campo das idéias, respeitando e amando profundamente a pessoa.
Por outro lado, vemos com lamento que em nosso movimento, quando alguém expõe algum pensamento diferente, inovador ou que vá de encontro com o que dizemos ser a verdade, a pessoa é excluída e o combate se faz, não às idéias, mas ao indivíduo, que passa a sofrer a perseguição como se ele fosse um inimigo público da pretensa “pureza doutrinária”, simplesmente porque resolveu pensar por si próprio, de forma diferente.
Precisamos rever urgentemente a nossa forma de agir e de comportar em relação àqueles que não comungam com os mesmos ideais.
Aprendamos com Jesus, com Allan Kardec, a respeitar as diferenças, a pluralidade de pensamento e o direito de se pensar e agir por si mesmo, fora das regras estabelecidas pela ignorância e prepotência humana.
Maria Modesto Cravo,
Psicografia de Robson Pinheiro